Sajous Henri Paul Pierre Architecte

sajous----

1897/1975

 

Nasceu em Bordeaux (França) no dia 2 de Maio de 1897.
Filho de Jean Bertrand Léon Sajous e Euphrasie Marguerite Bernelas.
Vindo a falecer no dia 5 de Julho de 1975 em Nice com 78 anos.
(composição da familia)

Aos 12 anos, ele seguiu o curso noturno de desenho de Ornamentos e Antiguidades da "Ecole Municipale des Beaux Arts" de Bordeaux.
Aos 16 anos, nas classes de escultura decorativa e estatuaria do professor Leroux.
Aos 18 anos, foi admitido como aluno no ateliê de arquitetura de Ferret onde ele obteve o primeiro Premio "concours en loge".

Mobilizado para a guerra de 1914

Soldado da primeira companhia da classe de 1917, condecorado "croix de guerre". Dois elogios (do Tenente-Coronel Ducongé Comandante do 64 Regimento de infantaria) :

« Excelente soldado observador, que forneceu preciosas informações sobre a organização do setor inimigo. Conduziu-se brilhantemente durante os recentes combates ». em 17 de Junho de 1918
« Observador da companhia. Exercendo a função de agente de conexão, cumpriu sua missião com audacia e habilidade » em 14 de Novembro de 1918
Durante a guerra Sajous foi danificado com gas, o que desencadeou um problema de asma durante toda a sua vida.

Fim da primeira guerra mundial em 11 de Novembro de 1918.  

Se apresenta ao concurso da "Ecole National Supérieure des Beaux Arts" seção arquitetura em Paris ( recebido na primeira admissão ).

ecoles beaux arts paris

De 1921 a 1924, aluno do professor Expert (membro do Instituto), ele obtem ao seus três primeiros projetos, (quando ele termina seus dois analítico), duas primeiras menções honrosa e o prêmio "Labarre".
(Concurso anual para projetos de grande envergadura onde se inscrevinhão mais de 500 candidatos para un so prêmio).

- Medalha de Prata da S.A.D.G;
- Bolsa Valleton da cidade de Bordeaux em 1924;
- Primeira Segunda Medalha em 1929;
- Diploma conferido pelo governo em 1930.

1924

Associado a Charles Hébrard, Emile Molinié, Charles Nicod (primeiro Grande-prêmio de Roma, professor da escola Nacional Superior das Belas Artes).
E em colaboração com seu amigo escultor Gabriel-Noël Rispal.

thermes cambo les bainsbebedouro thermes

Ele realiza para o diploma de arquiteto o estabelecimento das termas de Cambo nos Baixos "Pyrénées".

Sajous sempre concebeu suas obras, não apenas o lado arquitetônico, mas também o design dos móveis, da decoração e da composição da paisagem.
Ele fez desenhos e maquetes para móveis, pisos (mármore, mosaicos), portal (ferro forjado), fonte, tapetes, cortinas, luminárias, esculturas, baixo-relevo ... uma preocupação esteve presente em todos os casos, no uso de materiais nobres .
Tudo o que ele criou foi meticulosamente zelado. Em seguida, a execução foi confiada a especialistas eminentes, entre os quais podemos citar, entre outros, Rhulmann e Brandt.

Com Gabriel Rispal e Charles Hébrard, eles seguiram as mesmas escolas, a Beaux Arts de Bordeaux, e em seguida a Beaux Arts de Paris, Sajous e Hébrard para a arquitetura e Rispal para a escultura.

Em 14 de Abril de 1928 com 30 anos, casou-se em Paris com Jeanne Marthe Charlier (Nine) nascida em Saint Quentin (Aisne), na presença de seus amigos Jean René Sauboa pintor e de Gabriel Rispal escultor.

 

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"Minha primeira viagem ao Rio de Janeiro, no meu camarote do transatlântico Massilia, na cômoda a garrafa de champanhe que meu irmão Edouard me havia dado na minha partida de Bordeaux "

Nomeado em 1930 pelo Senhor Francisco de Souza Costa (proprietario da estação termal de Cambo e da vila Arnaga que pertencia a Edmond Rostand) para a construção do Balneário de São Lourenço, estado de Minas-Brasil.

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Em 1931 em Paris, ele cria uma associação para trabalhar na América do Sul, sempre com Charles Hébrad mas também com o engenheiro Auguste Rendu, que o seguirá no Brasil.

 

1930 – 1945 présidente do Brasil Gétulio Vargas

1931 e 1932 ele é admitido como membro do Instituto Central de Arquitetos do Rio de Janeiro e revalida seu diploma pelo governo brasileiro.

Em 1933, Sajous trabalha na França e no Brasil, mas em desacordo com Auguste Rendu a associação é rompida.

No Brasil ele realiza termas, casas, igrejas, comercios, laboratorios, escolas, edificios no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

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Sua esposa se acostumando mal ao Brasil e seus colaboradores sendo francês, ele fez numerosas volta em terra natal para encomendar peças (em partes de sua concepção) e material nobre. Varias foram as vezes onde ele carregou o cristal Baccarat e outros para suas construções…

1935
Gabriel Rispal expoem o busto da Senhora Jeanne Marthe Charlier Sajous mais um símbolo de amizade.

1938
Concurso de arquitetura para o palacio do comercio do Rio de Janeiro.
1° prêmio e execução.
Lançamento da pedra fundamental e inauguração oficial pelo présidente da República do Brasil Gétulio Vargas e altas autoridades civis e militares.

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28 de dezembro de 1939
Ele escreve para Gabriel Rispal para encomendar as três primeiras estatuas para a igreja da « Santa Trindade » no Rio de Janeiro, a santissima Virgem sobre o modelo da executada para a santa Agnès de Alfort, um Sagrado Coração de Jesus e Santa Tereza, primeira das 18 estátuas que deveriam adornar os pilares da nave.

No periodo entre as duas guerras, o Brasil se industrializou rapidamente, ele é descrito como o "gigante adormecido" das Américas, uma potência mundial com potencial.

 

2°  guerra mundial de 1939 a 1945.

30 de maio de 1940
Em uma de suas cartas, ele pede gentilmente a Gabriel Rispal para realizar as esculturas da igreja da « Santa trindade » do Rio de Janeiro no seu local de Biarritz, para a sua segurança durante a guerra.

 

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22 de junho de 1941
Gabriel Rispal anuncia a morte de seu amigo Charles Hebrard, arquiteto com quem ambos trabalharam juntos muitas vezes. Gabriel Rispal irá realizar sua lápide.

 

Durante três anos o correio não circulara.

 No dia 15 de dezembro de 1944
Ele escreve a sua cunhada Odette :......

« Nos foi permitido escrever pela primeira vez para França, um cartão sem ilustração. Eu espero que na França, vocês também terão a autorisação de escrever, e é ansioso que vou aguardar vossa primeira carta. Como vão pessoalmente ? mandem noticias… Por este mesmo malote, escrevo uma carta (quase a mesma) para mamãe, Daniel, Madrinha e Rispal em Paris.
Si pelo menos uma destas cartas chegar na França você saberão que nos dois, Nine ( Jeanne Marthe Charlier Sajous)  e eu, estamos bem. Que nos estamos morando em São Paulo em vez do Rio, por causa do clima qui é mais moderado, e que vocês podem escrever no meu escritorio de São Paulo, 209 rua José Bonifacio - Brasil, se eu puder fazer alguma coisa e ajuda los, é so pedir, eu providenciarei imediatamente, na medida das autorisações que nos são concedidas. Uma vez a guerra terminada, Nine e eu viremos na França pelo primeiro barco que fizer a viagem. Um abraço carinhoso de nos dois, assim como a toda a familia, pequenos e grandes. Henri »

De 1930 a 1944 Henri e sua esposa viveram no Rio e de 1944 a 1959 em São Paulo. Seu escritorio de São Paulo se situava em uma de suas obras encomendada pelo conde Attilio Matarazzo o Edificio « Brasilia ».

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Quando Sajous voltava a Paris, ele se hospedava no hotel "Lutetia" que encarna ainda maravilhosamente o chique parisiense, arquitetura Art Déco. No coração de Saint-Germain-des-Prés, un dos bairros dos mais estimados da capital.

Durante suas ausências Sajous pode contar com a amizade de Geza Heller (arquiteto, pintor, desenhista, gravador, ilustrador), a quem ele confiou procurações lhe dando o poder para representa lo.

Em 1946 ele compra seu apartamento no 4 Villa Flore (16éme) em Paris.

1949
Ele escreve para Germaine, a esposa de Gabriel Rispal apos a hospitalisação de seu amigo « Obrigado por nos dar noticias de Gaby, que apesar de todos os tratamentos, não enxerga ainda. Dois mêses são longos quando sofremos. Nos temos esperanças que ele reencontrara primeiro uma vista normal, e depois uma boa saude, afins de esquecer esses mêses de hospitalisação tão penoso a suportar. »  

Em setembro, ele pede um orçamento de um cavalo em bronze maior que o tamanho natural para o jockey club de São Paulo. Gabriel Rispal precisa todavia que ele não se faz mais nenhuma ilusão sobre a possibilidade de trabalhos para o Brasil.
« Na realidade, a arquitetura moderna deixando cada vez menos espaço para a decoração esculpida, é dificil de atribuir um baixo relevo em pedra sobre « uma gaiola de vidro (Rispal).»

 

Em 1954 ele embarca seu sobrinho Michel Jean Sajous para trabalhar com ele como desenhista ; Michel seguia um curso de desenho noturno em bordeaux para se tornar arquiteto (escola "Philomathique") e trabalhava faziam anos com o arquiteto "Lamy". Michel embarca no transatlântico "Laënnec" aos 23 anos e torna se um grande apaixonado pelo Brasil. Para seu tio ele desenhava e fiscalizava as obras. Ele colaborou com Brecheret nos baixos relevos (os cavalos da fachada) do jockey club de São Paulo.
Michel se casou, teve filhos (dentre eles eu) e acabou sua vida no Brasil.

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Em 1959 Henri Sajous deixa o Brasil e volta viver em Paris em partes para sua esposa Jeanne Marthe Charlier que falece em 1962.

Durante alguns anos ele vive muito mal a morte de sua esposa.
Ele faz algumas viagens ao Brasil, onde liquida uma parte de seus bens e aproveita para fotografar algumas de suas obras.

No dia 2 de junho de 1965
Ele casa se novamente com Rolande Marguerite Marie Graux
Seu grande amigo Gabriel Rispal foi novamente testemunha de seu segundo casamento com Sadok Kheder diplomata em Paris .

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(1965 Rolande e Henri no Brasil, na foto duas das quatro crianças de Michel seu sobrinho)

Aos 68 anos, ele fiscaliza algumas obras em Paris e deseja retomar uma carreira na França. Inumeras são as cartas que testemunham a importância de suas obras arquitetônicas realizadas na América Latina, assim como as congratulações da embaixada por defender no exterior o prestigio da arte Francêsa. Mas este periodo é dificil para a maioria dos arquitetos e todos esses anos afastado o tornaram desconhecido na sua terra natal.

1966
Ele apresenta seu projeto para o concurso da estruturação da franja Norte da região metropolitana de Bordeaux (Bordeaux lac).

1967 a 1971
Durante cinco anos ele expoem no salão dos Artistas Françêse no grande palacio dos "champs Elysées" em Paris, cento e sessenta e um molduras, quadros e maquetes.
Na sua primeira exposição em 1967 ele recebe a medalha de honra pelos trabalhos realizados no Brasil e na França, especialmente o projeto de "Bordeaux Lac".

De 1967 a 1969 ele apresenta igualmente um projeto para a renovação do bairro "des Halles" em Paris (forum subterrâneo).

Nos anos 70 ele efetua uma ultima viagem ao Brasil para vender sua casa e preparar mais uma exposição de suas obras.

 

Em 1972
Suas qualidades e competencias não fazem mais duvida mas depois de doze anos de esforços infrutíferos, decepcionado, ele acaba se retirando para viver sua aposentadoria em Nice, no Boulevard Napoléon III  « L’ARCADIA », onde ele viveu até 1975.

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No dia 5 de Julho de 1975

Ele se apagou como ele sempre havia desejado, ou seja dormindo.

Suas ultimas palavras foram « Estou dormindo ».


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Marie Christine Sajous Clause