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Almeida Prado 1898-1987
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Biografia

Yan (João Fernando) de Almeida Prado

Bibliófilo, historiador, jornalista e escritor, nasceu em Rio Claro (SP) 8 de dezembro de 1898. Descendente de tradicional família paulista iniciou os estudos em Rio Claro e em São Paulo, estudando posteriormente em Viena e Paris (1912/1914).

Ao retornar ao Brasil, publica crônicas e ilustrações na revista A Vida Moderna e ingressa na Faculdade de Direito de São Paulo, mas não conclui o curso.

Freqüenta, nessa época, o curso de desenho de Elpons, Zadig e Wasth Rodrigues. Participa da Semana de Arte Moderna de 1922 com desenhos (junto com Paim), e ilustrações para a revista Klaxon. Apesar dessa participação, posiciona-se, mais tarde, contra o movimento modernista.

De volta a São Paulo, executa ilustrações para Raça de Guilherme de Almeida (1925), e para Vida e morte do bandeirante, de Alcântara Machado (1929).

Publica, esporadicamente, comentários sobre artes plásticas no Diário Nacional e sobre arquitetura paulista antiga na Ilustração Brasileira (1929) e colabora em jornais e revistas como Diário Popular, O Estado de S. Paulo, Diário da Noite, Revista de Antropofagia, Anhembi, Recueil  Sireil, Revue de Synthèse.

Possuidor de uma adega com vinhos de várias procedências, Yan tornou-se célebre por seus conhecimentos de enologia.

Na década de 30, os estudos historiográficos ocupam o centro das suas atividades, resultando na publicação de obras historiográficas, além de duas obras literárias.

Colecionador de obras raras e primeiras edições, Yan formou uma das maiores coleções particulares da época, sua famosa Brasiliana, que reúne obras sobre a História do Brasil. Em 1962, sua Brasiliana foi vendida para a Universidade de São Paulo, constituindo o núcleo inicial da Biblioteca do IEB.

Faleceu em São Paulo, em 22 de outubro de 1987.


João Fernando de Almeida Prado
HORSH, Rosemarie E. coleção J.F. de Almeida Prado. São Paulo: Universidade de São Paulo/ IEB, 1966.
ABC do IEB: Guia Geral do Acervo. Marta Rossetti Batista (Coord.). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1997.

S Paulo 15 8 75

Cara Senhora Sajous

é com grande consternação que recebi a triste noticia da perda de meu grande amigo Henri Sajous.

Justamente eu acabo de aprender que o governo brasileiro havia aceito a minha sugestão de lhe conferir a condecoração "do Cruzeiro do Sul".

Isto teria lhe dado muito prazer tanto mais que ele ha merecia plenamente como amigo do Brasil onde ele havia deixado tantas belas obras.

Profudamente desolado eu peço a senhora de receber os sinceros pêsames do

senhor e senhora -----

J.F.de Almeida Prado

 

 

Documento Daniel e Lilia Arany
Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, a mais importante condecoração outorgada pelo Governo brasileiro a personalidades estrangeiras